sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sneak A Peak

Isto é só para aguçar a vontade de ver a Ópera criada pelo grande Damon Albarn.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Hundred and One Ways of Getting Laid


A dialogue overheard at a sushi bar, the boy is portuguese the girl a foreigner:

Boy: Have you heard of a tv program called "Amesterdam nights"?

Girl: No.

Boy: It's a program about Amesterdam and all the crazy things that happen there, drugs and...you know..."funny" sex...

Girl: Have you been often to Amesterdam?

Boy: One.

Girl (Pinter's Pause)

Boy: But I didn't smoke a pot or anything...just bought a magic mushroom, you know?

Girl (Another Pinter's Pause)

Boy: I used it here in Lisbon, not there...and they have women on shops, have you heard?

Girl (another silence or just a nod?)

Boy (with a higher pinch of fascination): They are on windows shops looking great and if a client enters they close the curtain. They are busy.

Girl (How many silences can a man take?)

Boy: You know kids after school they all smoke pot, not on the streets because it's not legal. It's not legal but they tolerate it, it's like you can buy and sell it, it's legal..they have very liberal laws...

...

(The rest I lost it in space because, unfortunately, my sushi lunches are very short)

sábado, 2 de agosto de 2008

Never 2 Early


Nunca é cedo demais para anunciar a exposição que vai celebrar os 100 anos do nascimento do grande pintor inglês do séc. XX, Francis Bacon. A inauguração está prevista para o próximo dia 11 de Setembro extendendo-se até ao dia 4 de Janeiro de 2009, ano em que se celebra efectivamente o centenário. Tudo vai acontecer na Tate Britain, a exposição vai depois passar pelo Museu do Prado em Madrid e pelo Metropolitan de Nova York.
Há quem queira ver na obra deste pintor o horror do passado recente representado através de quadros muitas vezes grotescos e macabros, mas outros há que não podem deixar de pensar que já há muito ninguém pintava tão bem o futuro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

to balter or not to balter


Alguns críticos em Portugal continuam reféns fáceis do seu provincianismo e é curioso constatar que a sua manipulação até é fácil bastando acenar-lhes com umas referências de alta cultura, um requiemzito de Mozart ou falar em Bach e quase imediatamente se deixam conquistar; se para além disso são abordados assuntos sensíveis como a condição da mulher e da descoberta de que afinal elas até são seres fantásticos (mais do que os homens...complexo de feminista requentada vivido por um jovem escritor com problemas capilares), se para além disso também se falar do Portugal profundo, de preferência sem nunca o ter vivido, à distância folclórica de um olhar paternalista, estamos sem dúvida perante uma “obra-prima” da ficção portuguesa contemporânea. Acrescentando a tudo isso uma suposta nova forma de escrever, sempre em minúsculas (ignorando e.e.cummings, escritor obviamente inexistente e talvez menor não por causa das minúsculas), mas ainda com pontos e vírgulas para que se atinja uma leitura “sem travões”, explicação e recado dado, pelo autor, aos leitores “preguiçosos” que devem insistir porque se o fizerem há-de valer a pena; afinal o paternalismo por vezes sai do livro para atingir na cara o leitor mais desprevenido, qual bofetada de luvas pretas, porque de brancas não pode com toda a certeza ser.
Para além das minúsculas, que já são imitação (mas em arte o que não o é?) temos uma prosa de retalhos que é uma espécie de imitação da imitação disfarçada de fraco exercício de estilo literário e que resulta em algo sem espinha dorsal, esconderijo fácil para a ausência de talento.
Estou a falar de um livro, o apocalipse dos trabalhadores, editado há pouco e cujo autor, advogado e mestre valter hugo mãe, faz capa do “Ípsilon” desta semana. A entrevista está à altura do objecto entrevistado e a crítica que se segue também, mas eu não consigo ficar indiferente a esta vassalagem perante o medíocre e da qual se vai alimentado o nosso mundo literário. A quasí é (foi?) sem dúvida uma editora de referência mas isso não faz dos seus editores bons escritores, e os escaparates das livrarias já se encontram feridos de morte com tanto lixo, por isso deixem lá esses livros nas gavetas porque hão-de ser mais úteis para alimentar e perpetuar muitas gerações de traças ou, para ser mais moderno, ficarem para ocupar alguns bites na memória esquecida dos computadores pessoais.
De qualquer modo a ocupar este espaço, herdeiro de Saramago, já temos o José Luís Peixoto, Senhor (maiúscula bem merecida) de uma escrita muito superior porque lhe nasce das entranhas e que nunca precisou de justificar a sua existência através do recurso a artifícios literários e intelectuais de fraca inspiração.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

The Flood


As exposições universais ou internacionais são um conceito datado porque os princípios fundamentais que lhes deram origem encontram-se desactualizados ou esquecidos. Já não servem para apresentar os últimos engenhos tecnológicos que nos permitiriam perspectivar o futuro, a arte em todos os seus aspectos encontra-se também ausente, agora reduzida a uns espectáculos de rua que se repetem ciclicamente tanto no recinto como nas várias exposições as quais se têm vindo a associar a conceitos generalistas que servem de inspiração a alguns pavilhões mas que na sua maioria são ignorados por grande parte dos participantes, ou pior ainda, são usados de um modo preguiçoso e sem imaginação por pelos mesmos.
Nos últimos anos visitei três exposições universais e se a primeira terá sido uma novidade, as outras duas foram uma desilusão na ordem temporal em que as vivi. Isto porque não me foi permitido vislumbrar qualquer evolução, apenas uma repetição pouco estimulante entre as várias feiras de onde sobressai quase sempre, de um modo positivo, a organização do espaço em termos arquitectónicos, tudo o resto fica muito aquém daquilo que seria expectável depois de tantos anos de experiência na organização deste tipo de eventos. O erro mais grave, e que persiste, é o modo como os pavilhões são pensados; são quase sempre estruturas fechadas em termos arquitectónicos, à porta dos quais se vão formando eternas filas de pessoas ansiosas por os visitar, e isto é sem dúvida uma situação passível de se resolver mas que se tem vindo a repetir desde sempre fazendo com que o objectivo principal da feira seja descurado, isto é, o de permitir uma circulação das pessoas sem que estas de sintam pressionadas a ir a correr para as filas, algumas das quais com tempos de espera muito longos e onde como é evidente se perdem horas preciosas que poderiam ser usadas para usufruir do espaço de um modo mais livre e sem quaisquer tipo de pressões. Não percebo porque é que os organizadores destes eventos sabendo, à priori, que há um número de pessoas a partir do qual não é possível conceber, de um modo realista, que todos tenham acesso a visitar os pavilhões que desejam, permitam que se entupa o recinto com visitantes que, não sua maioria, não vão poder fazer grande parte de tudo o que a feira poderá ter para dar; é uma atitude desonesta e parece que por detrás disto tudo só se encontram razões economicistas que desvirtuam os títulos sempre tão “politicamente correctos” deste tipo de feiras. Neste caso a tentativa de resolução deste problema passou pela emissão de Passes Rápidos que funcionavam só para alguns pavilhões e que no caso do Aquarium já estavam esgotados por volta das 16h00.
Um pavilhão houve que na minha opinião poderá conter em si o futuro daquilo que será idealmente o que se deseja de uma estrutura pensada para um espaço destes, no caso da Expo Saragoça 2008, é o pavilhão temático designado por Água Partilhada onde desde a estrutura arquitectónica à materialização da ideia que lhe está subjacente passando pelo diálogo que permite ter com os visitantes, é sem dúvida um exemplo inspirado e brilhante de como deverão ser os pavilhões das feiras por vir, se a ideia entretanto não se esgotar.
Uma nota positiva também para o pavilhão português que está muito bem conseguido e que se integra perfeitamente na ideia fundamental da Exposição enunciada como “Água e o desenvolvimento sustentável” prestando homenagem ao país anfitrião e aos três grandes rios partilhados pelos povos ibéricos, a saber o Douro, o Guadiana e o Tejo. No dia em que visitei a exposição não estava a ser dos pavilhões mais requisitados mas essa injustiça é amplamente compensada pelo facto de que os poucos que o faziam não se sentirem defraudados.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

em-mim


Há quem se orgulhe de ir a mega concertos rock, quem se orgulhe de ir ver um derby, quem se orgulhe dos seus filhos, de ganhar rios de dinheiro, de ser famoso, eu orgulho-me de coisas simples como por exemplo do facto de já ter bilhetes para ir ver a Juliette Binoche e o Akram Khan no National Theatre em Londres. Para mais informações clicar aqui. Ah e para aqueles que julgam que a cultura tem que ser cara fiquem a saber que há bilhetes na segunda fila a £ 10 (sim cerca de € 13) valor muito abaixo daquele que é pedido por uma entrada num mega concerto ou derby de futebol. A civilização não se mede só em estatísticas "trabalhadas" sobre o sucesso escolar ou escolaridade obrigatória, também passa por criar condições para que espectáculos destes cheguem a Portugal e já agora a preços justos e acessíveis.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Lost in Translation



Getting the tube in Portugal can be an enlightening experience especially if you pay special attention to the wise words, coming out of the speakers, trying to warn tourists against pickpockets: "pay special attention in entering and exit the train". That's what you get when you translate a phrase using the, all knowing, Internet without human help. It's embarassing for some but it can be loads of fun for an illuminated few.
I would suggest "Mind the Wallet" a phrase with less grammar but more straight to the point.